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<channel><title><![CDATA[Rog&eacute;rio Matias - Blogue]]></title><link><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue]]></link><description><![CDATA[Blogue]]></description><pubDate>Thu, 01 May 2025 10:22:23 +0100</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Competência e ética, na profissão e na vida]]></title><link><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue/competencia-e-etica-na-profissao-e-na-vida]]></link><comments><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue/competencia-e-etica-na-profissao-e-na-vida#comments]]></comments><pubDate>Sun, 29 Nov 2020 22:39:34 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rogeriomatias.com/blogue/competencia-e-etica-na-profissao-e-na-vida</guid><description><![CDATA[ Artigo publicado no Jornal do Centro (03 de dezembro de 2020)Os &uacute;ltimos dias foram marcados, em termos noticiosos, pelo desaparecimento de Diego Armando Maradona. Penso que n&atilde;o andarei muito longe da verdade se disser que nos &uacute;ltimos oito ou nove meses foi o &uacute;nico acontecimento que, nas not&iacute;cias, se sobrep&ocirc;s &agrave; pandemia.&nbsp;Quase de forma un&acirc;nime, a abordagem foi a do endeusamento de Maradona. Lamento, mas n&atilde;o estou alinhado. Conside [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='display: table;width:auto;position:relative;float:left;max-width:100%;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a href='https://www.jornaldocentro.pt/opiniao/competencia-e-etica-na-profissao-e-na-vida' target='_blank'><img src="http://www.rogeriomatias.com/uploads/1/5/6/7/15679134/mini-competencia-e-etica_orig.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px; max-width:100%" alt="Imagem" class="galleryImageBorder wsite-image" /></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span> <div class="paragraph" style="display:block;"><font size="3"><font size="3"><font size="3"><font size="3"><strong><em>Artigo publicado no Jornal do Centro <font size="2">(03 de dezembro de 2020)</font></em></strong></font></font></font><br /><br />Os &uacute;ltimos dias foram marcados, em termos noticiosos, pelo desaparecimento de Diego Armando Maradona. Penso que n&atilde;o andarei muito longe da verdade se disser que nos &uacute;ltimos oito ou nove meses foi o &uacute;nico acontecimento que, nas not&iacute;cias, se sobrep&ocirc;s &agrave; pandemia.<br />&nbsp;<br />Quase de forma un&acirc;nime, a abordagem foi a do endeusamento de Maradona. Lamento, mas n&atilde;o estou alinhado. Considero que foi um grande jogador de futebol. Posso, at&eacute;, conceder que ter&aacute; sido o melhor jogador do mundo de todos os tempos (embora me pare&ccedil;a dif&iacute;cil afirm&aacute;-lo categ&oacute;rica, inequ&iacute;voca e unanimemente). Mas por a&iacute; me fico. Pelo seu enorme talento para o exerc&iacute;cio de uma profiss&atilde;o.<br />&nbsp;<br />Por&eacute;m, uma pessoa com o seu mediatismo e, consequentemente, com o seu poder de influ&ecirc;ncia, em particular nos jovens, tem de ser capaz de se constituir num exemplo, nomeadamente em termos de conduta, n&atilde;o apenas na profiss&atilde;o, mas na vida em geral. E Maradona n&atilde;o o foi. Pelo contr&aacute;rio. Foi muito bom de p&eacute;s, no campo, mas muito mau de <em>cabe&ccedil;a</em>, na vida.<br />&nbsp;<br />N&atilde;o precisamos de pensar muito para encontrar, mesmo apenas no microcosmos do futebol, exemplos de excelentes profissionais e, ao mesmo tempo, excelentes cidad&atilde;os. Sim, estou a pensar no &ldquo;nosso&rdquo; Cristiano Ronaldo. Mas tamb&eacute;m do igualmente &ldquo;nosso&rdquo; Lu&iacute;s Figo. Sem chauvinismos.<br />&nbsp;<br />Voltando a Maradona: aquele que &eacute; um dos seus &ldquo;golos&rdquo; (deliberadamente entre aspas) mais medi&aacute;ticos &ndash; o que ficou conhecido pela &ldquo;m&atilde;o de Deus&rdquo;, frente a Inglaterra, em 1986 &ndash; &eacute; o exemplo acabado do que h&aacute; de pior no desporto: a mais rasteira falta de <em>fair-play</em>. Perdo&aacute;-lo, branque&aacute;-lo ou, pior ainda, admir&aacute;-lo &eacute; o pior dos sinais que se pode dar a milh&otilde;es e milh&otilde;es de seguidores. &Eacute; dizer que, em qualquer profiss&atilde;o, o objetivo pode ser atingido de qualquer forma, mesmo que isso signifique violar deliberada e conscientemente as regras mais b&aacute;sicas e festejar loucamente com isso. &Eacute; tolerar &ndash; e at&eacute; aplaudir &ndash; a fraude, a mentira, o logro. &Eacute; fazer a apologia do <em>chico-espertismo</em> e da vigarice. &Eacute; tudo o que n&atilde;o deve ser. Em qualquer profiss&atilde;o n&atilde;o basta ser competente: &eacute; fundamental s&ecirc;-lo com &eacute;tica.<br />&nbsp;<br />J&aacute; agora: defender e apregoar aos quatro ventos o papel do desporto em geral &ndash; e do futebol em particular, pelo seu maior mediatismo e impacto &ndash; na defesa desta ou aquela nobre causa e aceitar (para n&atilde;o dizer <em>idolatrar</em>) atos como este n&atilde;o &eacute; apenas incongruente: &eacute; cretino e hip&oacute;crita.<br />&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;&hellip;<br /><strong><em>Nota</em></strong><em>: quando me preparava para enviar este artigo fui surpreendido com a not&iacute;cia da morte do treinador V&iacute;tor Oliveira. Senti mais o seu desaparecimento do que o de Maradona. H&aacute; muito que respeito e estimo a personalidade do &ldquo;rei das subidas&rdquo;. Um verdadeiro &ldquo;senhor&rdquo;. N&atilde;o me recordo de percecionar nele um mau perder. Mais: recordo, sobretudo, a forma como ele soube ganhar. Tantas vezes. E, tanto quanto me lembro, sempre com eleva&ccedil;&atilde;o e corre&ccedil;&atilde;o. Record&aacute;-lo-ei como competente e &eacute;tico na profiss&atilde;o. Saber perder n&atilde;o &eacute; para todos. Mas saber ganhar </em>&ndash;<em> sobretudo muitas vezes </em>&ndash;<em> est&aacute; apenas ao alcance de uma minoria. V&iacute;tor Oliveira faz parte deste restrito clube.</em></font></div> <hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Sinais de esperança, apesar de tudo]]></title><link><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue/sinais-de-esperanca-apesar-de-tudo]]></link><comments><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue/sinais-de-esperanca-apesar-de-tudo#comments]]></comments><pubDate>Mon, 02 Nov 2020 23:25:51 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rogeriomatias.com/blogue/sinais-de-esperanca-apesar-de-tudo</guid><description><![CDATA[Artigo publicado no Jornal do Centro (02 de novembro de 2020)Há menos de ano e meio escrevia nas páginas (ainda de papel) do Jornal do Centro um artigo com o título “Esperança e confiança nos jovens”. Abordava aquilo que tinha sido o meu ano letivo, na altura a terminar, na dupla qualidade de docente e coordenador de estágios curriculares e elogiava publicamente os jovens com quem tinha tido o privilégio de me cruzar nesse ano.&nbsp;Estava longe de sonhar que meses depois seríamos ab [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='display: table;width:auto;position:relative;float:left;max-width:100%;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a href='https://www.jornaldocentro.pt/opiniao/sinais-de-esperanca-apesar-de-tudo' target='_blank'><img src="http://www.rogeriomatias.com/uploads/1/5/6/7/15679134/mini-sinais-de-esperan-a_orig.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px; max-width:100%" alt="Imagem" class="galleryImageBorder wsite-image"></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span><div class="paragraph" style="display:block;"><font size="3"><font size="3"><font size="3"><font size="3"><strong><em>Artigo publicado no Jornal do Centro <font size="2">(02 de novembro de 2020)</font></em></strong></font></font></font><br><br>H&aacute; menos de ano e meio escrevia nas p&aacute;ginas (ainda de papel) do Jornal do Centro um artigo com o t&iacute;tulo &ldquo;<a href="http://www.rogeriomatias.com/blogue/esperanca-e-confianca-nos-jovens">Esperan&ccedil;a e confian&ccedil;a nos jovens</a>&rdquo;. Abordava aquilo que tinha sido o meu ano letivo, na altura a terminar, na dupla qualidade de docente e coordenador de est&aacute;gios curriculares e elogiava publicamente os jovens com quem tinha tido o privil&eacute;gio de me cruzar nesse ano.<br>&nbsp;<br>Estava longe de sonhar que meses depois ser&iacute;amos abalroados por uma pandemia, cujos efeitos foram tamb&eacute;m muito significativos no ensino. Mais uma vez, quer nas aulas, quer nos&nbsp; est&aacute;gios, os alunos, na sua maioria, deram mostras de grande maturidade e resili&ecirc;ncia.<br>&nbsp;<br>&Eacute; do grupo de estagi&aacute;rios da licenciatura em Gest&atilde;o de Empresas do ano letivo 2019/2020 que quero, sobretudo, falar hoje.<br>&nbsp;<br>Nunca nenhum estagi&aacute;rio tinha passado por aquilo por que estes passaram.<br>&nbsp;<br>Alguns (poucos) entraram em teletrabalho dias depois de terem iniciado os seus est&aacute;gios, com tudo o que isso significa para um jovem que est&aacute; a ter o primeiro contacto com a realidade empresarial. Outros (ainda menos) tiveram de mudar de empresa porque aquela onde tinham iniciado n&atilde;o conseguiram retomar em tempo &uacute;til. Os restantes (a larga maioria) foram reiniciando ao longo de semanas, alguns quando, numa situa&ccedil;&atilde;o normal, j&aacute; teriam terminado &ndash; e ainda tinham dez semanas pela frente, o que fez com que os &uacute;ltimos s&oacute; tivessem conclu&iacute;do no final de agosto (normalmente terminam no final de maio ou in&iacute;cio de junho).<br>&nbsp;<br>Coloquemo-nos na situa&ccedil;&atilde;o destes jovens: em cima de toda a press&atilde;o advinda da pandemia em si mesma, que todos sentimos, eles estavam no &uacute;ltimo semestre da sua licenciatura, a ter outras aulas e avalia&ccedil;&otilde;es a dist&acirc;ncia, &agrave; noite, e sem saber, semana ap&oacute;s semana, se e quando iriam retomar os seus est&aacute;gios e concluir o curso. V&aacute;rios sentiam ainda a press&atilde;o do tempo, nomeadamente para se poderem candidatar a mestrados. Ainda assim, a sua atitude foi sempre de enorme compreens&atilde;o e esp&iacute;rito de colabora&ccedil;&atilde;o. Revelaram maturidade e resili&ecirc;ncia extraordin&aacute;rias e uma postura quase sempre exemplar.<br>&nbsp;<br>Muitos j&aacute; est&atilde;o a trabalhar. Todos ter&atilde;o, seguramente, um futuro promissor. Revelaram caracter&iacute;sticas e qualidades que me fazem afirm&aacute;-lo convictamente.<br>&nbsp;<br>Tamb&eacute;m as empresas acolhedoras foram inexced&iacute;veis nos esfor&ccedil;os que fizeram para voltar a receber os estagi&aacute;rios e proporcionar-lhes uma experi&ecirc;ncia que lhes acrescentasse valor, apesar dos tempos conturbados por que passavam em que, compreensivelmente, os estagi&aacute;rios seriam a menor das suas preocupa&ccedil;&otilde;es.<br>&nbsp;<br>&Eacute; nas adversidades que nos revelamos. Ter vivido tudo isto trouxe-me ainda mais sinais de esperan&ccedil;a do que aqueles que apontava no artigo de h&aacute; ano e meio.</font></div><hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"><div><div id="242660019557895301" align="left" style="width: 100%; overflow-y: hidden;" class="wcustomhtml"><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/like.php?href=%20http://www.rogeriomatias.com/blogue/erros-frequentes-da-lingua-portuguesa%20&amp;width=450&amp;layout=standard&amp;action=like&amp;show_faces=false&amp;share=true&amp;height=35&amp;appId" width="450" height="35" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Relatório diário? Ou ritual diário?]]></title><link><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue/relatorio-diaro-ou-ritual-diario]]></link><comments><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue/relatorio-diaro-ou-ritual-diario#comments]]></comments><pubDate>Fri, 28 Aug 2020 21:37:13 GMT</pubDate><category><![CDATA[covid-19]]></category><category><![CDATA[Jornal do Centro]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rogeriomatias.com/blogue/relatorio-diaro-ou-ritual-diario</guid><description><![CDATA[       Artigo publicado no Jornal do Centro (28 de agosto de 2020)1. Todos os dias dou por mim a perguntar o que justifica aquele ritual di&aacute;rio em que se transformou a confer&ecirc;ncia de imprensa sobre os dados da Covid. H&aacute; v&aacute;rias semanas que morrem em Portugal entre 3 e 6 pessoas por dia, com Covid (&ldquo;com&rdquo; Covid, provavelmente n&atilde;o todos &ldquo;de&rdquo; Covid). Vejamos:&nbsp;- Estat&iacute;sticas oficiais dizem-nos que nos &uacute;ltimos anos (at&eacute; [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0px;margin-right:0px;text-align:center"> <a href='https://www.jornaldocentro.pt/opiniao/relatorio-diario-ou-ritual-diario' target='_blank'> <img src="http://www.rogeriomatias.com/uploads/1/5/6/7/15679134/published/mini-relatorio-ou-ritual.jpg?1598650936" alt="Imagem" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><font size="3"><font size="3"><font size="3"><font size="3"><strong><em>Artigo publicado no Jornal do Centro <font size="2">(28 de agosto de 2020)</font></em></strong></font></font></font><br /><br /><strong>1. </strong>Todos os dias dou por mim a perguntar o que justifica aquele ritual di&aacute;rio em que se transformou a confer&ecirc;ncia de imprensa sobre os dados da Covid. H&aacute; v&aacute;rias semanas que morrem em Portugal entre 3 e 6 pessoas por dia, com Covid (&ldquo;com&rdquo; Covid, provavelmente n&atilde;o todos &ldquo;de&rdquo; Covid). Vejamos:<br />&nbsp;<br />- <a href="https://www.pordata.pt/Portugal/%C3%93bitos+de+residentes+em+Portugal+total+e+no+primeiro+ano+de+vida-15" target="_blank">Estat&iacute;sticas oficiais</a> dizem-nos que nos &uacute;ltimos anos (at&eacute; 2019) morrem diariamente em Portugal mais de 300 pessoas, em m&eacute;dia (em 2020 ser&atilde;o mais e muito provavelmente o excesso ser&aacute; superior &agrave;s mortes atribu&iacute;das &agrave; Covid);<br />&nbsp;<br />- Em janeiro deste ano (pr&eacute;-Covid, portanto) <a href="https://www.publico.pt/2020/01/29/sociedade/noticia/pneumonia-comum-mata-16-dia-portugal-1902159" target="_blank">era noticiado</a> que a m&eacute;dia de mortes di&aacute;rias em Portugal por doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio era de 40, sendo 16 atribu&iacute;veis &agrave; pneumonia comum (m&eacute;dias di&aacute;rias, refor&ccedil;o);<br />&nbsp;<br />- N&atilde;o raras vezes, h&aacute; anos em que morrem muito mais pessoas devido &agrave; gripe sazonal do que morreram at&eacute; agora devido ao novo coronav&iacute;rus (mesmo que todas as mortes sejam &ldquo;de&rdquo; &ndash; e n&atilde;o &ldquo;com&rdquo; &ndash; Covid). Por exemplo, na &eacute;poca gripal de 2018/2019 ter&atilde;o sido <a href="https://www.dn.pt/vida-e-futuro/mais-de-3-mil-pessoas-terao-morrido-devido-a-gripe-em-portugal-no-ultimo-inverno-11396230.html" target="_blank">mais de 3 000 pessoas</a>.<br />&nbsp;<br />Por estas - e outras - raz&otilde;es parece-me despropositado que, todos os dias, dois, tr&ecirc;s e mesmo mais altos quadros do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e da Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de sejam destacados para aquele ritual. At&eacute; em termos pessoais, para elas &eacute; um desgaste absolutamente desnecess&aacute;rio. J&aacute; basta os notici&aacute;rios de todas as esta&ccedil;&otilde;es televisivas a repetir &agrave; exaust&atilde;o os mesmos n&uacute;meros e as mesmas not&iacute;cias sobre o mesmo tema.<br />&nbsp;<br /><strong>2.</strong> Na linha do que aqui <a href="https://www.jornaldocentro.pt/opiniao/covid-19-de-outro-angulo" target="_blank">escrevi no dia 11 de abril</a>, h&aacute; outras doen&ccedil;as similares, j&aacute; com um historial de d&eacute;cadas e com vacinas dispon&iacute;veis, que matam tanto ou mais que esta nova doen&ccedil;a. A preocupa&ccedil;&atilde;o, no in&iacute;cio, foi - e bem - estancar o natural e expect&aacute;vel ritmo galopante de dissemina&ccedil;&atilde;o, de modo a evitar o colapso das institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. Hoje, passado meio ano, poucos n&atilde;o saber&atilde;o ainda os cuidados b&aacute;sicos a ter para, individualmente, contribuir para tal.<br />&nbsp;<br /><strong>3.</strong> Parece terem sido detetados dois ou tr&ecirc;s casos de reinfe&ccedil;&atilde;o pelo novo v&iacute;rus. A confirmar-se, talvez signifique que uma eventual vacina pode n&atilde;o conferir imunidade &agrave; doen&ccedil;a. Bom, talvez n&atilde;o seja muito diferente do que se passa com a gripe. E o mundo n&atilde;o tem parado por causa da gripe. Temos de nos habituar a viver de forma um pouco diferente. Mas, que diabo, continuar a viver. E, tanto quanto poss&iacute;vel, com um m&iacute;nimo de sanidade mental.<br />&nbsp;<br /><strong>4.</strong> O que me parece &eacute; que, cada vez mais, a not&iacute;cia n&atilde;o se <em>d&aacute;</em>, apenas; <em>faz-se</em>, <em>cria-se</em> a si mesma, tamb&eacute;m. Ou, pior ainda: <em>faz-se</em> e <em>d&aacute;-se</em> para <em>criar</em> (preparar) um determinado ambiente.</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Assim, sim; assim, não]]></title><link><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue/assim-sim-assim-nao]]></link><comments><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue/assim-sim-assim-nao#comments]]></comments><pubDate>Thu, 30 Jul 2020 23:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rogeriomatias.com/blogue/assim-sim-assim-nao</guid><description><![CDATA[Artigo publicado no Jornal do Centro (31 de julho de 2020)1. Há cerca de ano e meio escrevia nas páginas (ainda em papel…) do Jornal do Centro sobre “a quantidade de inenarráveis horas televisivas de conversas de chacha (e de chochos)” que ocupavam os horários televisivos (supostamente) sobre futebol, referindo-as como sendo um dos motivos do meu cada vez menor interesse pelo chamado “desporto-rei” (eu, que gostava tanto de futebol!...).&nbsp;Esta semana a SIC e, logo a seguir, a T [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='display: table;width:auto;position:relative;float:left;max-width:100%;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a href='https://www.jornaldocentro.pt/opiniao/assim-sim-assim-nao' target='_blank'><img src="http://www.rogeriomatias.com/uploads/1/5/6/7/15679134/mini-assim-sim_orig.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px; max-width:100%" alt="Imagem" class="galleryImageBorder wsite-image"></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span><div class="paragraph" style="text-align:justify;display:block;"><font size="3"><font size="3"><font size="3"><font size="3"><strong><em>Artigo publicado no Jornal do Centro <font size="2">(31 de julho de 2020)</font></em></strong></font></font></font><br><br><strong>1.</strong> H&aacute; cerca de ano e meio escrevia nas p&aacute;ginas (ainda em papel&hellip;) do Jornal do Centro sobre &ldquo;<a href="http://www.rogeriomatias.com/blogue/futebois">a quantidade de inenarr&aacute;veis horas televisivas de conversas de chacha (e de chochos)</a>&rdquo; que ocupavam os hor&aacute;rios televisivos (supostamente) sobre futebol, referindo-as como sendo um dos motivos do meu cada vez menor interesse pelo chamado &ldquo;desporto-rei&rdquo; (eu, que gostava tanto de futebol!...).<br>&nbsp;<br>Esta semana a SIC e, logo a seguir, a TVI surpreenderam-me positivamente, ao anunciarem que decidiram terminar com aquela xaropada. Atrav&eacute;s de Ricardo Costa, diretor de informa&ccedil;&atilde;o, a SIC argumentou, e bem, com o <strong>ambiente de &ldquo;toxicidade&rdquo; &agrave; volta daqueles programas. Dizia temb&eacute;m que, p</strong>ara tal, <a href="https://observador.pt/2020/07/27/sic-noticias-termina-programas-de-desporto-com-comentadores-que-representam-clubes-por-causa-de-toxicidade/">muito contribuem os pr&oacute;prios clubes e as suas m&aacute;quinas de comunica&ccedil;&atilde;o</a>. &Eacute; verdade. Mas &eacute; igualmente verdade que essa &ldquo;toxicidade&rdquo; encontrou durante muitos anos acolhimento nas principais esta&ccedil;&otilde;es televisivas nacionais que, por alguma raz&atilde;o, foram o seu ve&iacute;culo de transmiss&atilde;o e propaga&ccedil;&atilde;o.<br>&nbsp;<br>Acredito que &eacute; poss&iacute;vel manter programas sobre futebol, com eleva&ccedil;&atilde;o, pedag&oacute;gicos e interessantes ao ponto de conseguirem captar mais espetadores que gostam de futebol. De <strong>futebol</strong>, <em>mesmo</em>. N&atilde;o de gritarias, peixeiradas, grosserias e bo&ccedil;alidades. O futebol (<strong>o futebol</strong>, <em>mesmo</em>) merece mais do que isso. E quem preferir esse tipo de <em>coisas</em>, ainda que associadas ao futebol, pode sempre seguir outra esta&ccedil;&atilde;o, que certamente continuar&aacute; a emiti-las.<br>&nbsp;<br><strong>2.</strong> Parece que o Novo Banco ter&aacute; alienado alguns milhares de im&oacute;veis a um fundo de investidores an&oacute;nimos sediado nas Ilhas Caim&atilde;o por pouco mais de metade do seu valor, originando uma perda de cerca de 260 milh&otilde;es de euros que viria a ser, pelo menos parcialmente, compensada pelo Fundo de Resolu&ccedil;&atilde;o. Parece tamb&eacute;m que esta opera&ccedil;&atilde;o ter&aacute; sido financiada pelo mesmo banco. &ldquo;Novo&rdquo;?...</font><br></div><hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"><div><div id="745526500825982334" align="left" style="width: 100%; overflow-y: hidden;" class="wcustomhtml"><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/like.php?href=%20http://www.rogeriomatias.com/blogue/assim-sim-assim-nao%20&amp;width=450&amp;layout=standard&amp;action=like&amp;show_faces=false&amp;share=true&amp;height=35&amp;appId" width="450" height="35" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Equilíbrio e bom senso]]></title><link><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue/equilibrio-e-bom-senso]]></link><comments><![CDATA[http://www.rogeriomatias.com/blogue/equilibrio-e-bom-senso#comments]]></comments><pubDate>Fri, 03 Jul 2020 23:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Civismo]]></category><category><![CDATA[Jornal do Centro]]></category><category><![CDATA[Toler&acirc;ncia]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rogeriomatias.com/blogue/equilibrio-e-bom-senso</guid><description><![CDATA[Artigo publicado no Jornal do Centro (4 de julho de 2020)Na sequência do lamentável episódio que levou à morte de George Floyd às mãos de um agente policial multiplicaram-se diversas manifestações de repúdio um pouco por todo o mundo (e continuam).&nbsp;A ação daquele agente foi excessiva? Absolutamente. Condenável? Sem dúvida. Como foi. Não apenas socialmente, mas também judicialmente.&nbsp;Mas muitas das manifestações que se seguiram foram igualmente excessivas e condenáveis. [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<span class='imgPusher' style='float:left;height:0px'></span><span style='display: table;width:auto;position:relative;float:left;max-width:100%;;clear:left;margin-top:0px;*margin-top:0px'><a href='https://www.jornaldocentro.pt/opiniao/equilibrio-e-bom-senso' target='_blank'><img src="http://www.rogeriomatias.com/uploads/1/5/6/7/15679134/mini-equilibrio_orig.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px; max-width:100%" alt="Imagem" class="galleryImageBorder wsite-image"></a><span style="display: table-caption; caption-side: bottom; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;" class="wsite-caption"></span></span><div class="paragraph" style="text-align:justify;display:block;"><br><br><br><br><br><br><font size="3"><font size="3"><font size="3"><font size="3"><strong><em>Artigo publicado no Jornal do Centro <font size="2">(4 de julho de 2020)</font></em></strong></font></font></font><br><br>Na sequ&ecirc;ncia do lament&aacute;vel epis&oacute;dio que levou &agrave; morte de George Floyd &agrave;s m&atilde;os de um agente policial multiplicaram-se diversas manifesta&ccedil;&otilde;es de rep&uacute;dio um pouco por todo o mundo (e continuam).<br>&nbsp;<br>A a&ccedil;&atilde;o daquele agente foi excessiva? Absolutamente. Conden&aacute;vel? Sem d&uacute;vida. Como foi. N&atilde;o apenas socialmente, mas tamb&eacute;m judicialmente.<br>&nbsp;<br>Mas muitas das manifesta&ccedil;&otilde;es que se seguiram foram igualmente excessivas e conden&aacute;veis. Em alguns casos, talvez apenas pretexto para outros atos como pilhagens e de puro vandalismo, desapropriados ou mesmo absolutamente despropositados. Ao ultrapassar o razo&aacute;vel, apenas contribuem para o exacerbar de posi&ccedil;&otilde;es e para o radicalismo.<br>&nbsp;<br>Como <a href="http://www.rogeriomatias.com/blogue/e-um-bocadinho-mais-de-equilibrio-nao" target="_blank">escrevi</a> h&aacute; meia d&uacute;zia de meses, este parece ser um dos problemas do mundo, atualmente: falta de equil&iacute;brio e bom senso em muitas decis&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es. De um lado e do outro.<br>&nbsp;<br>Por c&aacute;, as rea&ccedil;&otilde;es a este caso tamb&eacute;m ultrapassaram o razo&aacute;vel. Houve quem tivesse achado que era justificado, entre outros improp&eacute;rios, dizer que &ldquo;<a href="https://tvi24.iol.pt/videos/sociedade/policia-bom-e-policia-morto-leva-sindicato-da-psp-a-apresentar-queixa/5ede5a210cf2c4d7ff3f4841" target="_blank">pol&iacute;cia bom &eacute; pol&iacute;cia morto</a>&rdquo; e gritar a plenos pulm&otilde;es, em dire&ccedil;&atilde;o a agentes de pol&iacute;cia, que &ldquo;<a href="https://www.facebook.com/sdpp.sindicato/videos/581352949467674/" target="_blank">foram precisos nove meses para parir isto! Nove meses para parir cobardes!</a>&rdquo;. O principal objetivo talvez fosse obrig&aacute;-los a uma rea&ccedil;&atilde;o negativa, facilmente conden&aacute;vel. Mas n&atilde;o. Confesso que fiquei impressionado com a postura profissional daqueles agentes. Perante t&atilde;o ruidosos manifestantes gritando &ldquo;Cobardes! Cobardes!&rdquo; (a prop&oacute;sito de qu&ecirc;?...), mantiveram o equil&iacute;brio e o bom senso necess&aacute;rios &agrave; situa&ccedil;&atilde;o.<br>&nbsp;<br>Os manifestantes eram maioritariamente jovens, duma faixa et&aacute;ria que n&atilde;o ter&aacute; cumprido o servi&ccedil;o militar obrigat&oacute;rio. Talvez lhes tivesse sido &uacute;til. Muito provavelmente, mais cedo ou mais tarde, por este ou aquele motivo, pelo menos alguns deles vir&atilde;o a precisar da Pol&iacute;cia. Nesse dia talvez reconsiderem se &ldquo;pol&iacute;cia bom&rdquo; &eacute; mesmo &ldquo;pol&iacute;cia morto&rdquo;.<br>&nbsp;<br>Tenho poucas d&uacute;vidas que, de um modo geral, a&ccedil;&otilde;es conden&aacute;veis de agentes policiais s&atilde;o, de longe, a exce&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o a regra. Como acontece, de resto, na maioria das profiss&otilde;es.<br>&nbsp;<br>H&aacute; v&aacute;rios anos que considero que, entre n&oacute;s, as Pol&iacute;cias (e, por consequ&ecirc;ncia, os seus agentes) n&atilde;o s&atilde;o devidamente tratados por quem os tutela. Vezes demais as suas a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o apoiadas por quem o devia fazer, no momento em que o devia fazer. Pior: muitas vezes s&atilde;o mesmo publicamente desautorizados, nos momentos mais cr&iacute;ticos, por quem os devia defender, justamente nesses momentos. Do ponto de vista de lideran&ccedil;a, n&atilde;o me parece correto; do ponto de vista de ordem social, isto (sobretudo tendo em conta o contexto sociocultural atual) tem tudo para dar maus resultados.</font><br></div><hr style="width:100%;clear:both;visibility:hidden;"><div><div id="742915107856784092" align="left" style="width: 100%; overflow-y: hidden;" class="wcustomhtml"><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/like.php?href=%20http://www.rogeriomatias.com/blogue/equilibrio-e-bom-senso%20&amp;width=450&amp;layout=standard&amp;action=like&amp;show_faces=false&amp;share=true&amp;height=35&amp;appId" width="450" height="35" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>